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Burnout é fenômeno ocupacional, não doença, aponta especialista a Dr. Kalil

20 de março de 2026
CNN Brasil

O burnout foi reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um fenômeno ocupacional, e não como uma doença. Esta é a principal constatação apresentada pelo psiquiatra Rodrigo Bressan, da Universidade Federal de São Paulo, durante o programa CNN Sinais Vitais.

De acordo com os psiquiatras entrevistados, o burnout está classificado na CID-11 (Classificação Internacional das Doenças) como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças, e não como uma condição clínica propriamente dita. "O burnout não é uma doença na classificação internacional das doenças. Ele é um fator de risco para você ter uma doença", esclareceu Bressan.

O fenômeno é caracterizado por três elementos fundamentais: a exaustão emocional ligada ao trabalho; o cinismo, que se manifesta quando o trabalhador passa a ter uma relação distante com suas atividades profissionais; e a queda de produtividade, quando a pessoa não consegue mais sentir o valor do seu trabalho, mesmo se esforçando muito.

 

Diferenças entre burnout, estresse e depressão

Em entrevista, o psiquiatra Gustavo Estanislau, do Instituto Ame Sua Mente, também destacou a importância de diferenciar o burnout de outras condições como o estresse cotidiano e a depressão. O estresse é um estado de alerta natural que pode causar sintomas transitórios como insônia ou dificuldade de concentração. Já o burnout representa um nível de estresse muito mais intenso e contínuo, gerando prejuízos significativos na vida profissional e pessoal.

Quanto à diferença entre burnout e depressão, o principal fator distintivo é que o burnout está especificamente vinculado ao ambiente de trabalho. "Geralmente a depressão vai aparecer em uma série de contextos diferentes do trabalho. No burnout, é bastante comum que quando a pessoa se afasta do trabalho, ela sinta um certo alívio", explicou Estanislau.

Os especialistas alertaram ainda para a banalização do termo burnout. Muitas pessoas utilizam a expressão para descrever um simples cansaço após dias de trabalho intenso, quando na verdade o fenômeno representa um quadro muito mais grave e persistente. Entre 40% e 80% dos casos de burnout estão associados a transtornos de ansiedade ou depressão, o que explica a frequente confusão entre essas condições.

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